Segundo Milton Santos, a internet é meio que deu voz aos desfavorecidos, a outra globalização como ele cita. Aqui está minha ferramenta para debater os assuntos que considero inerentes ao nosso cotidiano como: Política,Cultura e a Sociedade de uma maneira geral.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
A publicidade e a beleza mercantil
Conforme Ortiz (2005), inúmeros universos simbólicos ordenam a história dos homens. Podemos, com isso, afirmar que a publicidade é um universo simbólico, "uma memória que é partilhada pelos indivíduos que compõem a coletividade" (ORTIZ, 2005, p.135).
As imagens possuem função epistêmica, função simbólica, que dá acesso a um significado e a uma estética, produzindo assim, sensações e emoções no espectador, que reconhece um signo "veiculado pela escola e pela mídia, sem conhecê-lo propriamente" (ORTIZ, 2006, p. 187).
Hoje o ideal a ser seguido é o do corpo (magro e malhado, barriga "seca", coxas definidas e duras e seios firmes) apresentado e consolidado pela publicidade através das inúmeras ferramentas da mídia. As normas estéticas fizeram da mulher uma "escrava" da beleza, assim os produtos de beleza fornecem a solução para um corpo fragmentado, propiciando elementos para inspirar um tipo de "mulher ornamental" (FREYRE, 1986, p.43).
O século XXI traz a obsessão por ser magra, por ter um corpo musculoso, perfeito, isento de qualquer descuido ou preguiça. A mulher deve ter um corpo plasticamente perfeito, à prova de velhice, um corpo que se torne, cada vez mais, um objeto de design. Assim, submete a mulher a uma ditadura consumista, cujo intuito, por vezes instiga as angústias do tempo ou mesmo ressaltando a mulher de maneira superficial e estereotipada.
A publicidade "dita" a sociedade de consumo, a beleza é mercantil, e o exemplo a ser seguido está nas representações das propagandas bombardeadas por todos os lados, através de produtos de beleza e saúde. Seguir esses padrões pode ser perigoso e até geram constrangimentos, como os inúmeros casos de anorexia ocorridos com modelos, sem contar os casos de preconceito gerados por essa exigência de um corpo esbelto e dentro de um padrão publicitário.
Segundo Lipovestsky a publicidade pode ser uma máquina destruidora das diferenças individuais e étnicas, poder de uniformização e de conformismo, instrumento de sujeição das mulheres às normas da aparência e da sedução, de todos os lados jorram críticas contra a publicidade na superfície leviana, impõe a supremacia dos cânones estéticos ocidentais.
O ser humano é o centro de si mesmo?
Desde o período em que viveu Socrátes até hoje, este é um questionamento constante que nos remete várias implicações. A partir do momento que o místico se separou da razão, por anos essa foi a linha de pensamento dos filósofos, até o momento da crise da razão o homem passou a ser o objeto de estudos, em virtude dos seus valores adquiridos e suas experiências vividas ele se tornou o centro de si.
Durante longos anos o homem dava explicação sobrenatural, a tudo aquilo que ele próprio não conseguia explicar, era o período místico. Com a difusão deste pensamento aos poucos foi surgindo a razão, da qual respondia a essas mesmas perguntas de forma racional, ao lado da razão outro pensamento forte o positivismo e o marxismo que vieram juntos com a economia e sociologia, estas linhas de pensamento, não tinha o homem como ser existente, mas como abstração, reduzido ao conhecimento objetivo, a existência, para Kierkegaard é "permeado de contradições que a razão é incapaz de solucionar", com esses pensamentos é que surge a nova linha de pensamento na qual o homem está acima de tudo.
A partir de um certo momento na história a razão é questionada, e criticada , o homem é obrigatoriamente estudado como o centro de si mesmo, ou seja, todas as explicações até sobrenaturais elas são explicadas através do próprio homem. "O conhecimento não passa de interpretação, de atribuição de sentidos, sem jamais ser uma explicação da realidade", disse Nietzsche explicando a alteração do papel da filosofia. Segundo o autor, as explicações são dadas através dos valores que cada ser humano adquire durante o percurso de sua vida.
Hoje se volta novamente há um período distante de nossa história, muito se procura acabar com a religião que é hoje o fator mítico, como tudo na vida um papel bom e um ruim. O bom é que consegue controlar muitos problemas, como uma violência maior, em virtude das pessoas acreditarem em serem julgados por um ser divino no futuro. O lado ruim é acreditar que por causa do capitalismo diferenciado, as religiões se tornaram fonte de renda para muitos aproveitadores. As pessoas volta e meia estão indo atrás na história e buscando explicações para os mistérios que não conseguem decifrar. Isso parte do pressuposto que não conseguimos encontrar explicações plausíveis aos mistérios que nos circundam.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
A filosofia é filha da cidade
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Onde está nossa dívida social?
Onde está nossa dívida social
O que vejo de propostas para nossa cidade não é o esperado por todos; ou pela maioria. Pelo menos é o que acompanho em pequenas pesquisas nos grupos de amigos moradores de Neves. Talvez não só pela certeza consolidada de mais complexos de penitenciárias pra cá, mas também pelo descaso estatal e a inércia das dívidas sociais que ainda não se consolidaram por aqui.
Entra ano, sai ano, muda governo e o que vejo de mudança, talvez não caiba em grão de areia. Ainda acredito que irão se vangloriar e fazer como "Pôncio Pilatos" na próxima eleição.
O descaso se torna real ao vermos projetos estatais, como a "Cidade Administrativa" sair do papel e ser construída como se fosse o "Muro de Berlim". Exagero meu, é obvio, mas projetos faraônicos para estrangeiro sair do aeroporto de Confins e admirar.
A Copa de 2014 vem aí e o meu temor são os "elefantes brancos" que virão de herança para Belo Horizonte. É inegável que trará progressos para muitas cidades, mas e Neves? Quais os planos para nossa cidade?
Enquanto nenhum planejamento é feito, a Rodovia LMG06 não saiu do papel e o CEFET ou a Universidade viraram lendas. Dessa forma, volto cobrar, onde está a quitação de nossa dívida social? Gostaria de um mínimo em reparação, um asfalto decente que seja, um transporte digno talvez, ou poder trabalhar dentro da minha cidade e contribuir pra o crescimento da mesma. Será que é pedir demais?
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sarney, o nosso Mubarak
Analisando o que acontece com nossa política interna, como a reeleição de Sarney ao senado e própria presidência, verifico como há inúmeros remanescentes de uma política ultrapassada. Sarney é um resto de "coronelismo" que perdura em nosso cotidiano, é uma "doença" política que insiste em nos seguir. A Ditadura acabou, mas o coronelismo não.
Sarney foi reeleito presidente do senado, graças as manipulações políticas e trocas de favores entre partidos, para se ter uma ideia dos 81 votos, apenas 8 foram para Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que era o único concorrente de Sarney, 2 votos brancos e 1 nulo, o restante foi para o excelentíssimo senador.
Vou usar uma palavra da minha professora Cássia Torres, "Preguiça", este é meu sentimento em relação a política brasileira. Uma política que faz acordos visando o benefício próprio dos políticos, com suas trocas de favores, me faz lembrar a Lei Satânica de Hobbes: "o Estado cria leis para beneficiar o próprio Estado". Assim é nossa política local, atrasada que ainda guarda resquícios de um período colonial, do coronelismo e das capitanias hereditárias.
Trago a tona este tema, pelo seguinte mérito, o Presidente do Senado é crucial em nosso cenário político, cabe a ele:
- Dirigir a mesa diretora do Senado e definir a "ordem do dia" das sessões deliberativas;
- É o presidente do Senado quem convoca e preside as sessões do Congresso que reúnem os 513 deputados e os 81 senadores;
- Preside sessões, como a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), do Orçamento Geral da União e da análise de vetos presidenciais.
Por esta razão, sinto falta no brasileiro do ímpeto que vejo nos dias atuais no Egito. Mas continuamos com a inércia do país do carnaval e do futebol, que aceita de "boca fechada" (com raras exceções) qualquer decisão tomada por nossos governantes.